Morar em Marte
Publicado em 07 de Maio de 2013 por Filipe Colombo
* Mhanoel Mendes
Há alguns dias soube de matérias exibidas nos canais de televisão do mundo, com destaque aos canais brasileiros, onde divulgavam a intenção da NASA, o serviço aeroespacial dos Estados Unidos, de enviar pessoas para morarem no planeta Marte. O número exato delas não ficou claro, mas sabe-se que vão viver em casulos planejados para o ser humano.
As matérias esclareceram que as pessoas devem ter de 18 a 40 anos e que só serão inscritos como “voluntários”. Depois disso, vão ser selecionados e, a partir daqui, vão iniciar a preparação para viagem em 2022.
Quando conversei com algumas pessoas sobre essa ideia, logo me veio a música “Espacial”, de Belchior. Canta ele: (...) “Não há mais abandono nem reino de ninguém. Se a terra já tem dono, no céu ainda não tem".
Mas voltemos ao plano da NASA. De acordo com as informações, os terráqueos vão viver me marte numa espécie de BBB, ou, menos pior, comparando ao "Show de Truman" de 1998. Haverá câmeras em todos os lados, em todos os casulos, desde os locais mais abertos como a horta, até os mais reservados, como as cozinhas e quartos. Tudo acompanhado 24 horas por terra, tudo pela ciência.
Você já pensou em ser um desses voluntários e morar no planeta Marte? Há, pelo menos, 10 mil pessoas que se inscreveram para fazer parte dessa, dessa; hum, dessa o quê, dessa experiência?
Mas, pasme, o que mais está pegando entre as pessoas é que os voluntários têm claro que uma vez optando por ir, jamais retornarão. De acordo com a NASA, a viagem é só de ida. Ao entrar na aeronave, ao abanar para seus familiares, é o derradeiro abano, o derradeiro abraço, o derradeiro tchau. É, literalmente, um adeus.
Aqui vem a minha reflexão: será que em nossa existência a gente volta? Será qeu nosso caminho não é só de ida? A pessoa que se despede dos filhos e esposa na manhã e passa o dia no trabalho é a mesma que retorna? Quem tem a certeza de que sai de casa de manhã e retornará no final de tarde?
Fazendo uma analogia do nosso cotidiano com esta odisseia de vida em Marte, pra mim, por ora, é a mesma coisa, a gente só vai, jamais retorna. Por isso, não importa se indo a Marte ou ao trabalho, sempre devemos deixar as pessoas como se fosse a última vez que a encontraremos. Assim, será que decidiríamos ir a Marte?
Marte é o planeta que mora dentro de cada um de nós e que devemos humanizar o mais rápido, sob pena de não termos mais humanidade para fazer as incursões necessárias para manter a vida animal não só no planeta Terra, mas também no universo.
* Psicólogo e escritor - www.oikos.org.br
Há alguns dias soube de matérias exibidas nos canais de televisão do mundo, com destaque aos canais brasileiros, onde divulgavam a intenção da NASA, o serviço aeroespacial dos Estados Unidos, de enviar pessoas para morarem no planeta Marte. O número exato delas não ficou claro, mas sabe-se que vão viver em casulos planejados para o ser humano.
As matérias esclareceram que as pessoas devem ter de 18 a 40 anos e que só serão inscritos como “voluntários”. Depois disso, vão ser selecionados e, a partir daqui, vão iniciar a preparação para viagem em 2022.
Quando conversei com algumas pessoas sobre essa ideia, logo me veio a música “Espacial”, de Belchior. Canta ele: (...) “Não há mais abandono nem reino de ninguém. Se a terra já tem dono, no céu ainda não tem".
Mas voltemos ao plano da NASA. De acordo com as informações, os terráqueos vão viver me marte numa espécie de BBB, ou, menos pior, comparando ao "Show de Truman" de 1998. Haverá câmeras em todos os lados, em todos os casulos, desde os locais mais abertos como a horta, até os mais reservados, como as cozinhas e quartos. Tudo acompanhado 24 horas por terra, tudo pela ciência.
Você já pensou em ser um desses voluntários e morar no planeta Marte? Há, pelo menos, 10 mil pessoas que se inscreveram para fazer parte dessa, dessa; hum, dessa o quê, dessa experiência?
Mas, pasme, o que mais está pegando entre as pessoas é que os voluntários têm claro que uma vez optando por ir, jamais retornarão. De acordo com a NASA, a viagem é só de ida. Ao entrar na aeronave, ao abanar para seus familiares, é o derradeiro abano, o derradeiro abraço, o derradeiro tchau. É, literalmente, um adeus.
Aqui vem a minha reflexão: será que em nossa existência a gente volta? Será qeu nosso caminho não é só de ida? A pessoa que se despede dos filhos e esposa na manhã e passa o dia no trabalho é a mesma que retorna? Quem tem a certeza de que sai de casa de manhã e retornará no final de tarde?
Fazendo uma analogia do nosso cotidiano com esta odisseia de vida em Marte, pra mim, por ora, é a mesma coisa, a gente só vai, jamais retorna. Por isso, não importa se indo a Marte ou ao trabalho, sempre devemos deixar as pessoas como se fosse a última vez que a encontraremos. Assim, será que decidiríamos ir a Marte?
Marte é o planeta que mora dentro de cada um de nós e que devemos humanizar o mais rápido, sob pena de não termos mais humanidade para fazer as incursões necessárias para manter a vida animal não só no planeta Terra, mas também no universo.
* Psicólogo e escritor - www.oikos.org.br
Filipe Colombo
CEO Desde 2013 em Anjo Tintas
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