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O Exemplo da Cigarra

Publicado em 14 de Julho de 2013 por Filipe Colombo

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* Beto Colombo Queridos leitores que vocês estejam em paz. O poeta Fernando Pessoa, que escreveu barbaramente sobre tantas coisas deixando-as mais simples e entendíveis, também se aventurou por caminhos dos mais diferentes. Escreveu sobre o amor, é claro, sobre vida, trabalho, filhos, enfim, um poeta completo. Em um dos temas que mais prefiro é o filosófico, do autoconhecimento. Por isso pincei um dos que mais gosto para compartilhar com vocês, meus ouvintes. Diz o poeta: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares”. Para ele, esse é o tempo da travessia. Contudo, lembra o poeta lusitano, “se não ousarmos fazê-la”, no caso, a travessia, “teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”. Pegando o gancho de Fernando Pessoa, agora trago em nosso artigo de hoje um inseto que vai emprestar a sua metáfora para o nosso entendimento. De todos os insetos, a cigarra é o que tem o ciclo de vida mais longo. Em alguns lugares, as larvas chegam a ficar até 17 anos debaixo da terra esperando o momento certo para se tornarem adultas. No Brasil são, no máximo, três anos. Então, na primavera, as milhares de larvas emergem do chão e iniciam uma longa escalada pelo tronco das árvores. É aí que em poucas horas a cigarra se despoja da casca que a cobriu durante anos e ganha asas. Daí em diante, ela terá poucas semanas para se alimentar, acasalar, procriar e morrer. Lindo! O navegador solitário, Amyr Klink, resume toda a minha intenção em uma pequena frase com onze palavras: “Um dia a gente tem que deixar de sonhar e partir”. Lembrando que isso era assim para Klink e é para mim hoje. * Empresário, Especialista em Filosofia Clínica, Diretor Presidente da AnjoBlog Beto Colombo
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Filipe Colombo

CEO Desde 2013 em Anjo Tintas

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