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O que é um Remédio?

Publicado em 16 de Novembro de 2014 por Filipe Colombo

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artigo198* Beto Colombo Querido leitor, que você esteja em paz! Hoje vamos refletir sobre remédio. Há anos venho ouvindo e assistindo nos meios de comunicação propagandas de remédios e até dos locais onde são vendidos. “Melhore sua saúde, tome o remédio tal”, ou “Empresa tal, o endereço da sua saúde”. Enfim, exemplos não faltam. Sempre que ouço as propagandas, logo me vem à mente um pensamento: remédio não é para quem tem saúde, é pra quem está doente. E observando melhor a palavra “doente”, logo percebo que há um “ente” e, aqui, ente é um ser, uma pessoa. Portanto, indo um pouco mais a fundo, concluo que doente é um ser que não está com saúde. É aqui que entra o remédio. E remédio, é bom lembrar, vem de meio, ou seja, trazer a pessoa doente para o meio, “remediar”. Quando nos passamos, seja física ou psicologicamente, na grande maioria das vezes vêm os efeitos colaterais e, para muitos, a somatização. Surgem as doenças das mais variadas formas e locais e contar destas, a forma mais usada é a medicação que é uma forma de trazer os doentes para o meio, para a saúde, para a homeostase. Então você pode se perguntar quem é o médico, a figura do terapeuta que vem do grego, que é aquele que cura, aquele que sara. Médico é quem deveria fazer a mediação - ou medicação - entre o ser “do-ente” e o ser saudável. Embora existam também as pessoas que são doentes por remédios e até aqueles que se auto-remediam. Médico é aquela pessoa que nas culturas eram conhecidos por magos, xamãs, bruxos, curandeiros, benzedores, enfim, eram pessoas que buscavam, cada um do seu jeito, trazer as pessoas para o caminho do meio. É corrente que a ciência tem contribuído sobremaneira para o avanço da cura das doenças por intermédio dos remédios. Mas a Unesco, em 1987, alertou: “A ciência não pode mais assistir passivamente as implicações irresponsáveis das suas descobertas. Chegou o momento complementar da união entre ciência, cultura, arte e tradições espirituais da humanidade”. Homem santo, mulher santa não significa outra coisa se não um homem são, uma mulher sã; um homem e uma mulher com saúde, saudável. Estes seres humanos santos são entes livres de mazelas, sejam elas físicas, psíquicas ou espirituais. Aqui o remédio, para algumas dessas pessoas, pode estar em algo que tem a ver com a sua história de vida e que fora deixado para trás, “que está em falta” para voltar a ter harmonia. O que boa parte das pessoas quer se não uma vida vivida no meio, sem a necessidade de algo que as leve de volta, um remédio? Na dúvida, o ditado popular pode ser uma boa receita: “É melhor prevenir do que remediar”. Bom dia aos sãos, às santas e saúde aqueles que ainda não são sãos e santas. É assim como o mundo me parece hoje. E você, como tem se medicado? * Empresário, Especialista em Filosofia Clínica, Presidente do Conselho da Anjo Tintas.
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Filipe Colombo

CEO Desde 2013 em Anjo Tintas

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