O Sábio e o Louco
Publicado em 30 de Outubro de 2012 por Filipe Colombo
* Mhanoel M
endes
Já não é de hoje que ouvimos muitos mestres comentarem sobre a importância do silêncio, da meditação, da reflexão e da contemplação. Enfim, a importância do silenciar, do se voltar pra dentro num bonito e saudável embotamento.
Contudo, está cada vez mais difícil esse silêncio: entra no carro o som está ligado, chega em casa a televisão assiste a família, entra no quarto e aqui são a tv, o som e o computador que estão ligados. Palavras, palavras, palavras...
É justamente sobre isso, silêncio e palavras, que vou refletir em meu artigo de hoje. E o faço trazendo uma metáfora, a metáfora do sábio e do louco, que inicia com uma pergunta: Você sabe qual a diferença entre o sábio e o louco, ambos estão em cima da árvore, nus, falando às pessoas? Sim, vamos lá, me diga qual a diferença entre o sábio e o louco, ambos estão em cima da árvore, nus, falando às pessoas?
Bem, antes de tudo e de mais nada, seria prudente, para não dar margens a interpretações equivocadas, conceituar o que é um e o que é outro, pra mim.
Sábio é aquele que saboreia sua existência, e saborear não é somente degustar os alimentos, mas saborear um encontro, um filme, uma conversa, um pôr ou nascer do sol. Enfim, sábio silencia, é paciente. De certa forma, somos sábios em algumas questões, cada um do seu jeito, cada um com seu saber pessoal.
Mas a questão é: qual a diferença entre o sábio e o louco, ambos estão em cima da árvore, nus, falando às pessoas?
Exposto, mesmo que resumidamente o que, a meu ver é sábio, vamos ao louco. Talvez louco seja um conceito mais do que se auto intitulam sãos do que propriamente dos tidos como loucos. Há loucos e loucos. Há loucos porque são desajustados, porque não se enquadram ao padrão e a expectativa do outro. Portanto, todos temos um pouco de santos e de loucos, cada um do seu jeito, cada um com o seu sabor pessoal.
Sãos e loucos, provavelmente todos temos um pouco.
Vamos lá, voltemos então à pergunta inicial deste artigo de hoje: qual a diferença entre o sábio e o louco, ambos estão em cima da árvore, nus, falando às pessoas?
Sempre que faço esta pergunta nas minhas palestras, são inúmeras as respostas. “O sábio sabe o que fala e o louco não”, comentam alguns. Já outros falam que “o sábio tem lógica nas palavras e o louco não”. Há aqueles que defendem que “o sábio atrai a atenção e o louco ninguém dá bola”.
Enfim, qual a sua resposta: qual a diferença entre o sábio e o louco, ambos estão em cima da árvore, nus, falando às pessoas?
A diferença, do sábio e do louco, ambos estão nus em cima da árvore é que o sábio sabe para quem fala.
* Psicólogo e escritor
www.oikos.org.br
endes
Já não é de hoje que ouvimos muitos mestres comentarem sobre a importância do silêncio, da meditação, da reflexão e da contemplação. Enfim, a importância do silenciar, do se voltar pra dentro num bonito e saudável embotamento.
Contudo, está cada vez mais difícil esse silêncio: entra no carro o som está ligado, chega em casa a televisão assiste a família, entra no quarto e aqui são a tv, o som e o computador que estão ligados. Palavras, palavras, palavras...
É justamente sobre isso, silêncio e palavras, que vou refletir em meu artigo de hoje. E o faço trazendo uma metáfora, a metáfora do sábio e do louco, que inicia com uma pergunta: Você sabe qual a diferença entre o sábio e o louco, ambos estão em cima da árvore, nus, falando às pessoas? Sim, vamos lá, me diga qual a diferença entre o sábio e o louco, ambos estão em cima da árvore, nus, falando às pessoas?
Bem, antes de tudo e de mais nada, seria prudente, para não dar margens a interpretações equivocadas, conceituar o que é um e o que é outro, pra mim.
Sábio é aquele que saboreia sua existência, e saborear não é somente degustar os alimentos, mas saborear um encontro, um filme, uma conversa, um pôr ou nascer do sol. Enfim, sábio silencia, é paciente. De certa forma, somos sábios em algumas questões, cada um do seu jeito, cada um com seu saber pessoal.
Mas a questão é: qual a diferença entre o sábio e o louco, ambos estão em cima da árvore, nus, falando às pessoas?
Exposto, mesmo que resumidamente o que, a meu ver é sábio, vamos ao louco. Talvez louco seja um conceito mais do que se auto intitulam sãos do que propriamente dos tidos como loucos. Há loucos e loucos. Há loucos porque são desajustados, porque não se enquadram ao padrão e a expectativa do outro. Portanto, todos temos um pouco de santos e de loucos, cada um do seu jeito, cada um com o seu sabor pessoal.
Sãos e loucos, provavelmente todos temos um pouco.
Vamos lá, voltemos então à pergunta inicial deste artigo de hoje: qual a diferença entre o sábio e o louco, ambos estão em cima da árvore, nus, falando às pessoas?
Sempre que faço esta pergunta nas minhas palestras, são inúmeras as respostas. “O sábio sabe o que fala e o louco não”, comentam alguns. Já outros falam que “o sábio tem lógica nas palavras e o louco não”. Há aqueles que defendem que “o sábio atrai a atenção e o louco ninguém dá bola”.
Enfim, qual a sua resposta: qual a diferença entre o sábio e o louco, ambos estão em cima da árvore, nus, falando às pessoas?
A diferença, do sábio e do louco, ambos estão nus em cima da árvore é que o sábio sabe para quem fala.
* Psicólogo e escritor
www.oikos.org.br
Filipe Colombo
CEO Desde 2013 em Anjo Tintas
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